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Atual presidente da FAF, Dissica Valério Tomaz explica sobre sua candidatura a reeleição

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Com pouco mais de 30 anos na presidência da FAF, o atual gestor e candidato a reeleição, Dissica Valério Tomaz, de 65 anos, natural da cidade de Eirunepé (a 1.10 km da capital), campeão como dirigente pelo Rio Negro em 1982, desbancando o arquirrival, o Nacional, que vinha em uma sequência de títulos no futebol amazonense, destacou seus planos, as críticas sobre sua administração, o contato com novo presidente da CBF, além de outros assuntos relacionados com o futebol local.

SPORTSMANAUS – Presidente, porque o senhor é candidato a reeleição da presidência?

DISSICA – Porque é uma atividade que eu gosto, eu aprendi a amar, a me envolver pela federação. Entendo que posso contribuir muito com futebol do Amazonas.

SPORTSMANAUS – Dissica, já tem mais de 30 anos na presidência da FAF. Em sua opinião, qual foi sua maior contribuição para o futebol amazonense?

Ao lado do craque Neymar com a Seleção Brasileira em 2013 (crédito: arquivo pessoal)

DISSICA – Tem diversas contribuições para o futebol amazonense, como a vinda da Seleção Brasileira quatro vezes, a escolha da cidade de Manaus como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, a profissionalização, a organização interna da entidade, pois quando cheguei não tínhamos funcionários efetivos, departamentos específicos das atividades das categorias. Hoje nós temos tudo isso, que vai desde do sub-11 até o sub-23, além do futebol feminino, destaque nacional, ou seja, temos muitas atividades que hoje estão sendo praticadas exatamente sobre a administração da FAF.

SPORTSMANAUS – Qual é o resumo que o senhor faz de sua administração na presidência da FAF?

DISSICA – Eu resumiria com a realização de um sonho que sempre tive como atleta como sempre fui. Desde pequeno, sempre fui envolvido no esporte, não só no futebol. Fui presidente da Federação Amazonense de Tênis de Mesa, na Seleção Amazonense de Voleibol, joguei tênis, fui presidente da Federação Amazonense de Tênis de quadra. Sem falta modesta, acho que sou uma pessoa, que além de amar o esporte, tenho conhecimento a nível nacional junto com a direção da CBF, com a eleição de uma nova geração. Não quero de maneira nenhuma desrespeitar algum candidato, pelo contrário, acho que todos tem direito de pleitear aquilo que desejam e queiram onde chegar, gostam de ajudar o futebol, enfim, acho saudável, mas estamos na área, porque ainda temos muita vontade de continuar fazendo pelo futebol do Amazonas.

SPORTSMANAUS – Durante esse longo tempo à frente da FAF, qual foi o maior erro do Dissica na administração da entidade?

Dissica disse que as criticas com relação sua administração diminuíram mais (crédito: arquivo pessoal)

DISSICA – Erro eu não imagino nenhum que possa ter cometido, porque nós temos limitações, não temos aqui possibilidades de fazer muito. Temos as limitações financeiras, sendo que em certo momento tivemos o Estado do Amazonas participando conosco de parcerias, ajudando os clubes profissionais. Houve momento que tivemos até certa visibilidade. Depois que o governo parou de ajudar o futebol, as coisas começaram a complicar. É necessário realmente que nós comecemos a entender que é preciso planejar futebol. Todos os clubes, todos os Estados tem estrutura que possibilita a contratação exatamente de grandes profissionais da preparação física, da fisioterapia, até mesmo do aspecto técnico, da nutrição. É preciso que tenham consciência que todos precisam avançar nessa direção. É uma coisa que não depende só da entidade, mas do futebol como um todo, principalmente dos clubes que precisam entender dessa maneira.

SPORTSMANAUS – Em sua opinião, o torcedor perdeu a referência com os clubes do futebol amazonense ao longo dos anos ou faltou um trabalho mais efetivo da FAF?

DISSICA – É preciso que os clubes tenham identidade, referencia, não vamos avançar, a cada anos vamos perder mais espaço, até mesmo no coração da criança, do jovem amazonense. Hoje, com a invasão da internet, mostra o mundo inteiro. Os garotos, os jovens que tem celular e televisão, assistem os maiores craques do mundo, enquanto nós ficamos trocando figurinhas. É preciso que todos nós tenhamos consciência de saber e cumprir suas obrigações para fazer sua parte.

SPORTSMANAUS – Dissica, sobre o processo na justiça do Amazonas, o que o senhor tem a dizer sobre isso?

DISSICA – Não tem mais, acabou, foi arquivado. A câmara dos embargadores reunidos arquivaram o processo e nem citado eu fui, diga se de passagem naquela época.

Atual presidente da FAF com o grupo da Seleção Brasileira em 2013 (crédito: arquivo pessoal)

SPORTSMANAUS – O senhor é muito criticado pelos dirigentes de clubes, torcedores e até membros da imprensa pelo seu trabalho na presidência da FAF. O que diz sobre isso?

DISSICA – Já fui, mas hoje é mínimo. Hoje, ninguém mais ver essa coisa, porque o torcedor começou a entender que não é a federação que faz time de futebol, mas a diretoria dos clubes. Por isso, nós estamos sempre próximos da direção dos clubes, buscando maneiras de ajuda-los a se profissionalizarem cada vez mais, assim como buscarem a excelência para ver se conseguimos sair da atual situação que nos encontramos.

SPORTSMANAUS – Além de sua candidatura à reeleição a presidência da FAF, mais duas chapas mostraram interesse. Qual sua opinião sobre isso?

DISSICA – Acho um direito legitimo de cada um deles, acho saudável isso, e vamos aguardar para ver se essas candidaturas conseguem se viabilizar.

Reunião com os clubes da Série A do Amazonense deste ano (crédito: FAF)

SPORTSMANAUS – Presidente, os clubes reclamam da federação um apoio maior junto a CBF e quando disputam competições nacionais, principalmente quando sentem prejudicados em campo. O que diz sobre isso?

DISSICA – Minha opinião sobre isso, que não vi essas críticas. Por exemplo, vamos nos concentrar no jogo do Manaus com Paysandu, onde vi as entrevistas dos jogadores do Manaus, as entrevistas do técnico e não vi reclamação nenhuma. Teve um dirigente, depois falou algo e até conversou comigo, dizendo que realmente foi no calor do jogo. O presidente da federação não escala árbitro para apitar campeonato nacionais, ou seja, isso é a Comissão Nacional. Todos os jogos de Campeonatos Brasileiros são acompanhados por membros da comissão nacional de arbitragem. O arbitro que apitou aqui vai trabalhar no jogo do Paysandu com time do Espirito Santos pela Copa Verde.

SPORTSMANAUS – Com a eleição do novo presidente da CBF, Rogério Caboclo, de 45 anos, qual é sua aproximação com gestor da entidade?

DISSICA – Excelente, esse rapaz veio da Federação Paulista de Futebol, do presidente Marco Polo Del Nero. O Rogério Caboclo, é um profissional de excelência, com formação em universidade americana e fala fluentemente inglês. Ele é o negociador da CBF, onde a Copa do Brasil paga o maior prêmio do mundo, e não tem outra competição que pague tão bem, sendo a negociação dele. Ele um profissional extremamente competente, simples, doce, mas é sério, profissional e pragmático. Acredito muito no Rogério, entendo de cada vez mais o futebol brasileiro vai galgar patamares, sendo exemplo para o mundo todo.

SPORTSMANAUS – Em outros Campeonatos Estaduais as federações motivam a competição com premiação, seja em valor financeiro ou promoções. O que falta para FAF realizar isso no campeonato local?

DISSICA – A federação não faz isso, quem faz são as parcerias das federações, principalmente com os governos dos Estados. Não é a entidade em si, porque 70% das federações do país sobrevivem com muita dificuldade mesmo. Nós entendemos que é extremamente necessário a participação do governo, não tem como o governo ficar de fora disso. O futebol envolve as crianças de 8 a 23 anos, é preciso que o governo entenda isso, que a federação sobrevive…..Por exemplo, clube algum local não paga nada, até os percentuais que nós temos das rendas dos jogos abrimos mãos para os clubes. Nós sobrevivemos aqui do repasse que vem da CBF no valo de R$ 75 mil, mas andaram dizendo que era R$ 80 mil, mas não era verdade. Com isso, mantemos essa estrutura toda que todos podem ver, sendo 14 funcionários na sede e mais três no TJD/AM, com total de 17 pessoas, além disso, tem ainda luz, impostos, manutenção, entre outras despesas. Entendo que a federação tem obrigação de buscar juntos aos órgãos de governo fazer projetos e pleitear ajuda aos seus filiados. Isso é o que vamos fazer logo após as eleições.

SPORTSMANAUS – Dissica, sendo reeleito, quais são seus projetos para o futebol amazonense?

DISSICA – A federação é uma coordenadora das competições, nós temos algumas ideias que vamos aguardar esse ano a eleição para o Governo do Amazonas. Temos algumas ideias que discutimos com alguns clubes. Depois das eleições, sabendo quem será o nosso governador vamos apresentar alguns projetos. Esperamos que o governo volte a apoiar o futebol como fazia há três anos atrás. Estou com muita esperança que as coisas possam voltar a acontecer e os clubes ter o mínimo necessário para disputar as competições regionais e depois havendo conquistas de vaga, a nível nacional possam galgar algo a mais de divisão no futebol brasileiro.



Paulo Rogério/sportsmanaus@gmail.com

I live in Brazil, in the city of Manaus, which hosted 2014 World Cup matches, the Olympic 2016 men's and women's football tournament. I'm Paulo Rogério Veiga, 51, a reporter, journalist and owner of sports portal www.sportsmanaus.com.br. I would like to inform you that I have received material from FIFA for 35 years, in addition to Conmebol and UEFA. I have also been editor of globoesporte.globo.com/am/ portal. I am working as a press and publicity advisor to leverage your company, product, brand, your soccer career, whether player, coach, club, manager, any professional that Works and conducts business in football. I am a professional / base player agent and a soccer coach. I have contact with agents, international agencies, academies, intermediaries, scoutings, among others in Brazil and in world football, including with signed contract. Another work I do is to attract potential investors to sponsor clubs in Brazilian football, which seek to gain their place in the regional, national and even international scenario. Contact us. E-mail: paulo.imprensa@hotmail.com / pauloimprensa@gmail.com Contact: +55 (092) 3629-0651 (office) / +55 (092) 99171-9226 (live / watsapp). Leia mais em sobre o editor clicando aqui.


comentários em “Atual presidente da FAF, Dissica Valério Tomaz explica sobre sua candidatura a reeleição

  1. Henrique Gomes

    Parabéns Paulo, uma pena que somente o câncer do nosso futebol, Dissica teve essa satisfação.
    Deveria ser mais amplo e docratico e os pretensos candidatos terem o mesmo espaço para dizerem o que farão e como fazer. Esse câncer com todo o aparato e com 30 anos de mesmisse, falou que quer continuar e tem projetos (quais)? Nunca teve como agora tem?
    Fomos celeiro de bons o ótimos jogadores hoje apenas quem tem dinheiro pode jogar nas Escolhinhas de futebol. Sabemos que a FAF não contrata jogadores aos clubes, mas há que se empenhar em fazer campeonatos no Interlandio, futebol amador, aspirantes, Babyscool, Dente de Leite, Escolhinhas e Feminino.
    Somente assim, voltaríamos aos idos tempos. Infelizmente esse câncer ultrapassado, com toda a parafernália existentes na mídia, internet não sabe fazer.

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  2. Celso Coelho

    Lendo essa “entrevista” a única conclusão que eu chego sobre o futebol amazonense é a mesma dos meus, outroras tempos vividos em Manaus. Precisamente 15 anos. Que o grande vencendor neste cenário continua sendo o time do MESMICE FUTEBOL CLUBE. Um time composto por dirigentes de clubes, de federação e pasmem os senhores, por membros da “Imprensa Esportiva”. Os noves fora, como sempre são os torcedores manauara. Pobre Futebol do Amazonas.

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  3. ROBERTO CAMINHA

    Não sei o quanto de certo ou errado a FAF faz. Só tenho uma certeza: a FAF não contrata nem escala o SUPER NAÇA, o NEGÃO, o MUNDICO, o SULÃO, o MANAUSZÃO e o feminino de Manacapuru.
    O futebol do Amazonas sempre viveu da iniciativa empreendedora dos dirigentes e de uma grande ajuda do Governo.
    1 Existe iniciativa empreendedora fora do Naça, meu timaço?
    2 Existe vontade de ajudar dentro dos governos?
    Se não existir as duas…vamos torcer pelo Real Madrid que é muito melhor.

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