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CBF: Carta de Páscoa gera revolta, e Sérgio Côrrea, Coronel Marinho e ‘pai do VAR’ deixam confederação

Da Redação do Sports Manaus, com informações – Renata Ruel, com redação do ESPN.com.br

Trio de supernomes da arbitragem deixou a CBF nesta segunda-feira (25) após carta do presidente e a chegada de Seneme

Foto: ESPN

Uma carta de Páscoa enviada a funcionários pelo presidente, Ednaldo Rodrigues, gerou revolta e mal-estar na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). E o resultado prático acabou sendo a saída de nove funcionários nesta segunda-feira (25), todos ligados à arbitragem: Sérgio Côrrea, coronel Marcos Marinho e Manoel Serapião Filho são alguns deles, apurou a ESPN.

A reportagem também teve acesso ao comunicado, que está reproduzido na íntegra abaixo em duas partes.

A saída em massa acontece exatos 18 dias após o anúncio do ex-juiz Wilson Luiz Seneme como novo presidente da Comissão de Arbitragem da CBF – no dia 11 deste mês, a ESPN informou que o Brasileirão de 2022 começou com dois chefes do apito.

A carta de Páscoa de Ednaldo, vista por alguns mais como ‘ameaça’ do que como um desejo de boas festas, juntamente com o comportamento inicial de Seneme, que, segundo ouviu a reportagem, sequer “olhava nos olhos ou cumprimentava” Sérgio e Marinho, foram determinantes para as saídas.

Corrêa é um dos grandes nomes da arbitragem brasileira, comandou o apito na Federação Paulista de Futebol (FPF) e estava na CBF há 17 anos, entidade na qual chegou em 2005, logo após o escândalo que ficou conhecido como A Máfia do Apito. Marinho também estava na confederação há bastante tempo.

Manoel Serapião Filho, que foi árbitro da CBF por 22 anos e por quatro integrante do quadro da Fifa, é conhecido como o ‘pai do VAR’ e representou o Brasil e a entidade que controla o futebol nacional algumas vezes em encontros da IFAB, órgão internacional que regula as regras do futebol.

Os outros seis que saíram foram Almir Alves de Mello, Cláudio Cerdeira, Érika Krauss, José Mocellin, Marta Magalhães (psicóloga) e Nilson Monção.

Após a carta e os dias iniciais de Seneme na CBF, Sérgio Corrêa e Coronel Marinho chegaram ao Rio de Janeiro nesta segunda-feira com a decisão tomada de se retirarem da entidade. Coincidência ou não, o novo chefe do apito convocou uma reunião com eles, e nela deu-se a decisão da saída.

Oficialmente, o órgão trabalha com a versão de reformulação de praticamente todo o grupo que controla a arbitragem.

Na carta, entre outras coisas, Ednaldo disse “nossa eleição… é o símbolo do fim de uma era triste na administração do futebol brasileiro. E é também um símbolo de um começo – que carrega o significado da inovação e da mudança.”

Em outra parte, acrescentou “fiquem tranquilos porque sei reconhecer quem trabalha direito e tenham certeza que o ambiente vai melhorar muito.”

Mais abaixo, colocou “conheço bem o sistema… sempre tive e sempre terei uma conduta reta, direita.”

 

 

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