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Consistência defensiva é trunfo do Brasil contra o México; veja estatísticas

Da redação do SPORTSMANAUS, com informações da GAZETA ESPORTIVA

Foto: Getty Images 

Dois estilos diferentes. De um lado, o pragmatismo de Tite. Do outo, a ousadia de Juan Carlos Osorio. É esse duelo que a Arena Samara irá receber na próxima segunda-feira, quando Brasil e México se enfrentam pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

A equipe verde e amarela se classificou em primeiro lugar do Grupo E, depois de tropeçar na estreia, apenas empatando com a Suíça, e superando Costa Rica e Sérvia pelo placar de 2 a 0. A seleção mexicana, por sua vez, veio do surpreendente Grupo F, que terminou com a Alemanha eliminada e na última colocação e com a Suécia na liderança.

É difícil fazer um balanço da equipe norte-americana, uma vez que é característica de Osorio armar seu time de acordo com o adversário, como pode se ver na vitória contra a atual campeã mundial e a derrota por 3 a 0 para os suecos. Já o time Canarinho, apesar da liderança na chave, ainda apresenta problemas e desconfianças, especialmente em cima de Neymar, e fica a dúvida de quando a Seleção vai engrenar de fato.

Embora esse clima de mistério ronde o duelo de oitavas de final, as estatísticas e análises dos jogos de ambas as equipes na primeira fase permitem apontar a zaga como um dos grandes trunfos brasileiros.

Em três jogos, a defesa foi vazada apenas uma vez, enquanto o México teve suas redes balançadas em quatro oportunidades. Não só em termos de gol sofridos, mas a equipe brasileira já apresenta um dos traços mais característico de Tite: a consistência defensiva.

Alisson praticamente não teve trabalho na fase de grupos, uma vez que, com exceção do lance no gol suíço, a zaga se mostrou sólida e bem postada em campo, buscando manter a bola o mais longe possível de sua meta.

Isso se mostra também no quesito lançamentos, algo não muito usado pela equipe brasileira. Ao todo, foram 60 (26 certos e 34 errados), a mesma quantidade que o México errou – e ainda acertou 45.

No setor ofensivo, o que se nota é a intensidade do time brasileiro em contraponto ao México, que preza pela eficiência.

O Brasil finalizou 53 vezes, sendo 23 delas certas, contra um total de 42 do México, com 11 no avo. No entanto, destas 23, cinco resultaram em gol, rendendo um aproveitamento de 21%, enquanto o México marcou três vezes nestas 11 oportunidades, com 27% de aproveitamento.

Vale ressaltar ainda que, dos 23 chutes certos, oito saíram dos pés de Neymar, que aproveitou apenas um deles. O craque é também quem mais tentou e completou dribles no Brasil e na Copa, com dez. No total, a equipe verde e amarela driblou 24 vezes, acertando 18 delas, contra 8 dribles mexicanos, todos completos.

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