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Em nome do Fair Play, presidente da arbitragem do AM analisa como positivo o cartão verde

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Com uma proposta inovadora no futebol brasileiro e para valorizar verdadeiramente o espirito do Fair Play e não apenas de forma figurativa, a Copa Verde desse ano quer fazer história, e para isso implantou o Cartão Verde. A ideia é premiar os jogadores que tenham uma atitude positiva em prol do futebol em vez de ludibriar ou cometer qualquer atitude que seja contrária as regras de jogo.

Na partida do Fast Clube (AM) com Santos (AP), pela Copa Verde, na Arena da Amazônia, em Manaus, o cartão verde foi utilizado pela árbitra Deborah Cecilia Correia (FIFA/PE). Aos 20 minutos do primeiro tempo, ela aplicou o cartão ao jogador do Peixe da Amazônia, Balão Marabá, por ter pedido a bola e devolvido ao adversário, após o atendimento médico do jogador do Fast.   

O presidente da Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol (Ceaf), Vladimir Bastos, considera a ideia muito válida, porque o cartão verde foi instituído em função que exista de fato o Fair Play em prol do futebol como um todo.

No jogo do Fast foi aplicado o cartão verde ao jogador do Santos (crédito: Paulo Rogério)

– No futebol temos que acabar com esse mito de que o jogador vai a campo para tentar ludibriar a arbitragem. Quando o jogador quer jogar e participar de uma partida de futebol limpa, o arbitro passa despercebido, não é notado e o espetáculo é bonito – disse e ainda explicou ao SPORTS MANAUS.

– O cartão verde é fundamental, se o jogador for a campo para joga. Quando o árbitro tomar decisão de uma jogada que foi irregular, o jogador não tinha que reclamar, porque quem está no jogo e conhece as regras de futebol é o arbitro.

Para o dirigente do apito, o fato de não haver um conhecimento mais profundo das regas de jogo dos profissionais que atuam no futebol, só prejudica o andamento do espetáculo, pois o único prejudicado é o próprio time que poderia elaborar uma estratégia dentro dos erros do adversário, que passam despercebidos.

– Acho que 90% dos jogadores não conhecem as regras de futebol, isso no geral. Há treinadores ensaiando jogadas para ludibriar a arbitragem, mas deveria ser o contrário. As equipes poderiam chamar os instrutores de arbitragem para orientar suas equipes, o que seria bom em seu benefício próprio.

Segundo Vladimir Bastos, a expectativa é que a CBF adote para todas as competições o uso do cartão verde. Ele lembrou, que no Campeonato Italiano já usado o cartão para o jogador que pratica o Fair Play.



Paulo Rogério/sportsmanaus@gmail.com

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