Familiares não entram em acordo com o Flamengo e se revoltam com ‘desamparo’ do clube

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Da redação do Sports Manaus, com informações da ESPN.com.br

Foto: EPA/Marcelo Sayao

Os familiares de 13 das vítimas que se feriram ou morreram no incêndio que atingiu o Ninho do Urubu, Centro de Treinamento do Flamengo, participaram, na tarde desta quinta-feira, da primeira audiência no Tribunal de Justiça do Rio sobre o caso. E não conseguiram um acordo quanto à indenização que receberão do clube.  

De início, o Flamengo havia oferecido um valor entre R$ 300 mil e R$ 400 mil por família, além de um salário mínimo por dez anos, o que está muito longe do desejado pelos familiares, que pedem os mesmos valores propostos pelo Ministério Público: R$ 2 milhões de indenização, além de R$ 10 mil mensais de pensão até que o ano em que as vítimas completassem 45 anos – cerca de 30 anos, algo que não foi aceito pelo clube.

Presentes à audiência, os familiares deixaram o encontro revoltados com a postura do clube, com alguns deles acusando o Flamengo de não respeitar e não apoiar os pais dos garotos.

– Eles estão brincando com a vida dos nossos filhos, queria saber se não são pais, pelo que estão fazendo com a gente, a tortura que o Flamengo está fazendo conosco. Não definiu nada, estamos aqui como bobos, palhaços. Fomos desamparados por todos, não nos sentimos acolhidos por ninguém, principalmente pelo Flamengo. Eles não têm resposta para nós, familiares. Não foi falado nada – lamentou Cristiano, pai do goleiro Christian, uma das dez vítimas fatais no incêndio.

A postura dos familiares contrasta bastante com o otimismo do desembargador César Cury, responsável por intermediar o encontro no Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), que deixou a reunião mais cedo e garantiu que todas as famílias assinaram o acordo de mediação e que tudo seria resolvido em breve.

Redução de elenco está entre as medidas cogitadas para juntar dinheiro 

– Todas as famílias assinaram. Acredito em mais algumas semanas. Se pudesse apostar, diria que em dois meses o processo será encerrado”, afirmou ele, deixando claro que cada família receberá um valor diferente. 

– A negociação é dinâmica e pode se encaminhar de várias formas. As questões são individualizadas. Há características diferentes. Podemos, eventualmente, que cada família tenha o seu valor. As partes estão conversando para encontrar o valor que melhor atenda cada família. Seria precipitado tabelar os valores da negociação. Teremos pelo menos mais uma audiência – completou. 

Nesta quarta-feira, o Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ), prevendo uma falta de acordo do clube com os familiares das vítimas, pediu o bloqueio e a penhora de bens do Flamengo, visando garantir “o pagamento de indenizações trabalhistas, a serem apuradas em ação principal futuramente ajuizada, de todos os envolvidos no incêndio que vitimou fatalmente dez jovens”.

DEFENSORIA VÊ PROPOSTA ‘AQUÉM DO MINIMAMENTE RAZOÁVEL’

Algumas horas mais tarde, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro emitiu uma nota para explicar que representou as famílias durante a audiência.

Confira a nota na íntegra:

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro informa que representou as famílias de quatro dos 10 jovens mortos no incêndio ocorrido no Ninho do Urubu, durante a audiência de mediação com o Clube de Regatas do Flamengo, realizada na tarde desta quinta-feira (21), no Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

Assim como os familiares das demais vítimas, as pessoas representadas pela DPRJ estavam dispostas ao diálogo. Contudo, a proposta de indenização apresentada pelo Flamengo foi novamente considerada aquém do minimamente razoável diante da enorme perda dos envolvidos. Por decisão de todas as famílias, as tratativas para a mediação foram encerradas ao fim da tarde desta quinta.

A Defensoria Pública informa que segue à disposição das famílias para orientá-las sobre as medidas judiciais possíveis. Além disso, aguarda a decisão quanto ao pedido de bloqueio de R$ 57,5 milhões das contas do Clube de Regatas do Flamengo e a imediata interdição do Ninho do Urubu, requeridos em medida cautelar protocolada em conjunto com o Ministério Público do Estado, nessa quarta-feira (20), no Juizado Adjunto do Torcedor e dos Grandes Eventos.



Paulo Rogério

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