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FUTEBOL AMAZONENSE

Sem se importar de ser o ‘Tiozão’, Marinho afirma que acredita na garotada do Sul América

Com a promessa de ser a última temporada no profissional, Mário Jorge Pereira Nascimento, o Marinho, de 39 anos, pode ser considerado a grande referência do Sul América no Campeonato Amazonense da Série A. Com uma equipe jovem, na faixa etária de 18-25 anos, sendo 11 jogadores da base, o Trem da Colina, de volta à elite do futebol amazonense não quer ser mero participante, mas ir muito além do que todos imaginam.

Vice-campeão ano passado na divisão de acesso, quando ajudou o Sul América a garantir vaga na primeira divisão, Marinho, já foi campeão da Série B, com Holanda e Manaus. Na elite do Amazonense, o jogador soma quatro títulos: Nacional, Grêmio Coariense, São Raimundo e Penarol.

Mesmo sendo mais experiente e de mais idade, Marinho, não se importa se os jogadores do Sulão veem como mais velho, pelo contrário, ele sabe de sua responsabilidade diante de uma equipe jovem.

– Se me chamarem de Tiozão, isso não me influencia em nada no meu dia a dia com os meninos, por ser um jogador experiente. Tenho que passar para eles, o que é bom ou ruim, saber me comportar, não me impor por ter mais experiência, mais nome no grupo ou querer ser melhor do que eles, isso jamais – disse ao SPORTSMANAUS, mas lembrou que já teve outra experiência com um time bem novo.

– Tive a oportunidade não apenas no Sul América, mas com Holanda em 2017, um grupo jovem, regional e local, ou seja, uma garotada que estava querendo espaço no futebol do Amazonas. Fui o jogador mais experiente, e consegui conduzir aquela equipe na Série B local, onde conseguimos o acesso para Série A. Já tenho essa experiência de trabalhar com jogadores mais jovens, sendo o Tiozão, e levo isso numa boa.

Com a ideia de “pendurar as chuteiras”, o centro-avante, antes disso, acredita na filosofia de trabalho e na chance dada aos jovens valores do futebol amazonense, pelo presidente do clube. Para ele, a equipe tem tudo para realizar uma boa campanha no campeonato.

– Decidi que 2019 seria meu último ano, não sei é no Sul América ou no segundo semestre em outra equipe. Uma das razões de continuar, foi justamente de manter uma identidade do time, sendo o mais jovem da Série B ano passado. Nós procuramos manter isso, dando oportunidade para os valores do Amazonas e outros que possam aparecer dos municípios. O presidente Luís Costa manteve essa linha de pensamento e adotamos a proposta também – confessou.

Investimento

Marinho afirma que o futuro do futebol é ligado as categorias de base. Ele até citou alguns exemplos de equipes que tiveram sucesso, sendo uma tradicional do futebol brasileiro e outra da região Norte, que acreditaram e valorizaram a garotada da base

– O futebol proporciona boas surpresas, e isso que é bom. Em 2002, o Santos foi campeão brasileiro com os Meninos da Vila, time que ninguém acreditava, foi formado para não cair e acabou sendo campeão. Temos aqui na região, o Atlético-AC que manteve uma base, uma garotada local que vem sendo trabalhada há muitos anos, e hoje, o time é referência na região Norte e está na Série C, sendo bem ranqueado, ao lado de Paysandu e Remo.

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