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COB supera meta de participação feminina nos Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026

Da redação do Sports Manaus, com informações – Por Comitê Olímpico do Brasil – 10 de set, 2026 às 21:26 | 5 minutos de leitura

Mulheres representam 43% nas equipes multidisciplinares das Confederações e são 53% da Equipe COB na missão brasileira na Argentina

Foto: Mariana Sá/COB

Os Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026 marcam mais uma etapa na busca pela equidade de gênero no esporte olímpico. Serão 79 mulheres atuando como oficiais indicadas pelas confederações, representando 43% das equipes multidisciplinares. Na Equipe COB, as mulheres serão maioria, com 58 mulheres desempenhando vários papéis, o que representa 53% do total da equipe. Os números superam a meta estabelecida pelo COB em 2024, de 30% de representatividade feminina entre as confederações, percentual atingido por todas elas.

A delegação brasileira conta com Yane Marques, vice-presidente do COB, como Chefe de Missão dos Jogos. Em 2010, Adriana Behar foi a primeira mulher nomeada Chefe de Missão, nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Cingapura, posição que repetiu em Nanquim 2014. Joyce Ardies, que já ocupou a função nos Jogos Sul-americanos de Praia Santa Marta 2023, será uma das Subchefes de Missão, ao lado de Bruno Martins.

“O percentual de quase 60% de mulheres entre os oficiais indicados pelo COB é extremamente significativo porque demonstra que a equidade de gênero deixou de ser apenas uma meta e passou a se refletir na composição real das equipes que representam o Brasil em eventos internacionais. E esse padrão vem se repetindo nas últimas missões”, afirmou Mariana Mello, Gerente de Projetos Esportivos Especiais do Comitê Olímpico do Brasil.

“Esse resultado evidencia que existem mulheres preparadas e qualificadas ocupando posições estratégicas em diferentes áreas da missão, contribuindo diretamente para o sucesso esportivo e operacional das delegações. Também envia uma mensagem importante para todo o ecossistema esportivo: quando existem oportunidades e investimento no desenvolvimento de talentos femininos, as mulheres assumem naturalmente espaços de liderança e responsabilidade. Além disso, a presença de mulheres em posições de destaque gera um importante efeito multiplicador, inspirando atletas, treinadoras e futuras gestoras a visualizarem caminhos concretos de crescimento dentro do Movimento Olímpico Brasileiro”, acrescentou a dirigente, que foi a segunda mulher a servir como Chefe de Missão do Time Brasil, nos Jogos Sul-americanos de Praia Rosário 2019 e nos Jogos Mundiais de Praia Doha 2019.

Essa meta de participação feminina é apenas uma parte de uma estratégia muito mais ampla. O Comitê Olímpico do Brasil tem criado estruturas para promover uma participação cada vez maior das mulheres nos espaços de liderança e bastidores. “Para que existam mais mulheres ocupando posições de liderança, é fundamental investir continuamente em formação, capacitação, oportunidades de networking e desenvolvimento profissional”, aponta Mariana.

Em 2021, foi criada a área Mulher no Esporte e em 2022 a Comissão Mulher no Esporte, com o objetivo de construir estratégias para a disseminação de boas práticas junto às Confederações Brasileiras. Além disso, o COB passou a apoiar projetos de capacitação, programas de desenvolvimento profissional, mentorias e oferecer suporte técnico e institucional a iniciativas conduzidas pelas próprias Confederações.

Entre estes programas estão a Mentoria Individualizada Reflexão e Ação, para treinadoras, além do Fórum Mulher no Esporte, que buscam a troca de conhecimento, debates e conexão entre profissionais do setor para que cada vez mais as mulheres possam assumir funções técnicas e de liderança no esporte brasileiro.

“O mais importante é compreender que a equidade de gênero não se constrói apenas no momento da convocação para um evento. Ela é resultado de um trabalho contínuo, realizado durante todo o ciclo esportivo. Mais do que cumprir um percentual, estamos contribuindo para a construção de um ambiente esportivo mais diverso, qualificado e sustentável para as próximas gerações”, comentou Mariana.

Trabalho com confederações foi fundamental para meta

“Um aspecto fundamental é que esse avanço só é possível graças ao engajamento das Confederações, que são protagonistas na identificação, formação e indicação dessas profissionais. O esforço conjunto entre COB e Confederações tem permitido ampliar o número de mulheres em funções estratégicas dentro das delegações”, comentou Mariana.

Neste ano, além de Yane Marques em Santa Fé 2026, Poliana Okimoto serviu como a Chefe de Missão dos Jogos Sul-Americanos da Juventude, no Panamá. Para Mello, a escolha das duas reforça o compromisso do COB com a valorização de lideranças femininas e mostra a ampliação da participação das mulheres em posições importantes.

“Mais do que uma questão de representatividade, trata-se do reconhecimento da competência, da experiência e da trajetória dessas profissionais e medalhistas olímpicas dentro do esporte brasileiro. Tanto Poliana quanto Yane construíram carreiras de excelência como atletas e hoje contribuem de maneira relevante para o desenvolvimento do esporte brasileiro em funções de liderança. Essas nomeações também têm um valor simbólico muito importante, pois demonstram para atletas e profissionais do esporte que existem oportunidades de crescimento para as mulheres em todas as etapas da jornada esportiva, inclusive nos mais altos níveis de gestão e liderança. Elas representam um movimento consistente que o COB vem desenvolvendo para ampliar a participação feminina em todas as esferas do esporte”, concluiu a dirigente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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