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Bom senso manda lembranças

Bom senso manda lembranças

Respeito, Ética, Profissionalismo, Limites

Foto: Reprodução

“Até quanto se pode expor uma pessoa, no caso um atleta? O que fizeram com o goleiro Sidão beira ao ridículo. Determinada emissora o elegeu como craque do jogo depois de, durante a transmissão, criticar sua atuação. Que se suprimisse tal nefanda premiação, ou que se mudasse o critério, mas expor daquela maneira em que até a repórter que foi entregar “tal prêmio” demonstrava estar visivelmente constrangida, indica um amadorismo inaceitável, ferindo princípios de ética e respeito ao jogador. Até quanto se pode fazer determinadas coisas em nome da audiência? Atrás de um atleta existe uma pessoa. Que se lembrem disso.”

Esta foi minha publicação no dia 13 de maio acerca do episódio envolvendo o goleiro Sidão, do Vasco da Gama que por sinal, estreava naquele jogo contra o Santos.

Independentemente de qualquer fato que tenha ocorrido, seja falha do atleta, seja a vitória do outro time ou até o “compromisso” de entregar o troféu de “Craque do Jogo” ao vencedor de enquete promovida por determinado veículo de comunicação, é necessária a predominância do bom senso. 

Mesmo havendo um censo tendencioso e maldoso que foi explorado pela verve jornalística comum aos comentaristas de futebol, a ação posterior foi realmente ofensiva, desprovida de qualquer senso, e não se sabe efetivamente com que intuito?

Nosso futebol não merece isso, Sidão não merece isso, atleta de futebol ou qualquer outra modalidade não merece isso.

Estamos vivendo numa época de bestialização e idiotia clubista, onde de vez em quando o resultado é um corpo estendido no chão (literalmente), vítima das manifestações mais que primitivas de “torcedores”, mas que soçobra diante de qualquer ação de racionalidade.

E essa atitude de entregar o prêmio, constrangendo desde a repórter encarregada, ao cinegrafista foi constrangedora, demonstrando que a agressão não precisa ser física para atingir seus objetivos.

Embora uma “expressiva” quantidade de torcedores tenha votado no atleta incentivado pelo acontecido, o bom senso deveria falar ao pessoal que promove a enquete que aquilo não se faz com ninguém.

Ninguém pensou nas consequências e extensão de tal ato?  Ou apenas a “zoeira” é que vale? Ou são apenas alguns pontos a mais que mandam. No campo e fora dele existem pessoas, famílias, antes de atletas. Não é isso que queremos para o nosso futebol.

Deem graças a Deus por Sidney Aparecido Ramos da Silva, ser o atleta e pessoa que é, pois aí a zoeira também seria diferente, para pior.

O MATERIAL PUBLICADO É DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR DO ARTIGO

Jonas Santana Filho

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