O jogador jogou na escolinha do programa, aos 14 anos, em 2002.
Foto: Divulgação / Lucas Figueiredo/CBF
Único representante na região Norte na lista dos 26 jogadores da seleção brasileira para a Copa Mundial da FIFA’ USA, México e Canadá 2026, o goleiro do Grêmio, Weverton, 38, natural de Rio Branco-AC, vai disputar o segundo mundial com o time Canarinho. Recém confirmado pelo técnico Carlo Ancelotti, o jogador foi revelado na escolinha do Programa Recriança, em 2002, aos 14 anos. No Acre, o jogador ainda atuou pelo Atlético Clube Juventus.
O diretor-presidente do Programa Recriança, Josemir Nogueira Calixto, o Mimi, 64, há 38 anos no cargo, ficou emocionado com mais uma convocação do goleiro acreano para disputar o maior evento esportivo do planeta. Para ele, é um momento único e histórico, na qual sua escolinha tem uma contribuição grande nesse sentido.
– É uma satisfação muito grande saber que alguém aqui do Acre, que Deus disse: ‘vai lá e descobre o goleiro Everton’. E no Recriança, já passaram grandes goleiros, como Walter, Doriel, Faísca, onde a maioria dos goleiros acreanos, todos passaram pelo Recriança. A gente se sente muito feliz em saber que o Weverton foi escalado novamente para a seleção. Temos certeza que ele vai ser campeão mundial, pois ele vai sair como titular, porque dos três goleiros, o Weverton está na melhor fase da vida. É um sentimento de dever cumprido, não só com o nosso Acre, mas do Recriança, que sai um cidadão para o mundo – disse ao SPORTS MANAUS.
Não queria!!!
De acordo com o dirigente do Recriança, o goleiro foi descoberto pelo acaso, ou seja, quando foi preciso utilizar na função de goleiro, ele foi muito bem, e já mostrou que tinha talento para jogar na posição, mas tudo mostrado pelo destino de Deus.
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– E em um torneio na AABB, aqui em Rio Branco, nós fomos jogar. O time do Everton faltou, e ele não era goleiro, mas pegou no gol da escolinha dele. Eu precisava de um goleiro para participar da federação, quando eu vi jogando, pegando tudo, eu cheguei lá e disse para o nosso treinador: ‘esse vai ser o nosso goleiro e vai ser um dos melhores’, porque eu tenho olho clínico. O meu treinador disse: será que ele vem? Quando terminou o jogo, eu fui lá, fiquei em torno de 40 minutos tentando convencer o Weverton a ser goleiro, mas ele não aceitava de jeito nenhum – explicou, mas ainda completou.
– Ele disse: ‘eu peguei no gol por acaso’, mas eu falei pra ele essa palavra que até hoje fica na minha cabeça: ‘e como que você não é goleiro, porque só não fez chover’. Aí ele falou, eu não tenho luva, disse eu arranjo, e ele disse: ‘eu não tenho chuteira, eu não tenho vale transporte’, a gente arranja, e todo treino ainda tem a merenda. Com isso, convencemos naquele dia o Weverton a ser goleiro. Daí ele veio jogar na escolinha do programa Recriança, que a gente eu me orgulho muito disso, porque hoje ele está na seleção brasileira – finalizou Mimi.

