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Pedrinho se emociona após leilão da SAF e relembra desafios à frente do Vasco

Da redação do Sports Manaus, com informações – Por Pedro Cobalea•Rio de Janeiro (RJ) – 25/09/202619:26 – Atualizado há 4 horas

Presidente do clube relembrou os momentos de dificuldade desde quando assumiu o clube

Foto: Pedro Cobalea/Lance!

O presidente do Vasco, Pedrinho, se emocionou ao comentar o resultado do leilão que declarou a Almirante Empreendimentos S.A. vencedora da disputa pela compra de 90% das ações da SAF do clube. Em seu discurso, o dirigente relembrou os momentos mais difíceis de sua gestão, desde a retirada da 777 Partners do controle da SAF até o encaminhamento da venda para um novo 

Pedrinho afirmou que sua passagem pela presidência foi marcada por situações inesperadas e desafios que estavam fora de sua área de conhecimento. Segundo ele, apesar de ter assumido o cargo com o objetivo principal de viabilizar a reforma e ampliação de São Januário, uma série de acontecimentos acabou mudando os rumos de sua gestão.

– Entrei praticamente para isso, para fazer o estádio. Fui ao meu limite; tenho um teto jurídico e técnico para a construção do estádio de São Januário. Chegando a esse limite, já não cabe mais a mim. É uma burocracia que não depende de mim. Fiz o meu máximo – afirmou.

O presidente também destacou o trabalho realizado para manter o Vasco em funcionamento diante das dificuldades enfrentadas nos últimos meses. Sem citar nomes, Pedrinho agradeceu às pessoas que participaram do processo e ressaltou o esforço coletivo para superar os problemas.

– As situações foram sendo sanadas com dificuldade, com o empenho de todo o grupo e de todas as pessoas que trabalham comigo. Não quero citar nomes porque posso esquecer-me de alguém, e foram muitas pessoas que me ajudaram para que o Vasco se mantivesse de pé – declarou.

Crise com a 777 Partners

Ao recordar o período em que o clube buscou retirar a 777 Partners do controle da SAF, Pedrinho classificou o episódio como o momento mais grave de sua gestão. O dirigente afirmou que havia preocupação com a possibilidade de o Vasco enfrentar consequências ainda mais severas diante da situação financeira e jurídica envolvendo a antiga controladora.

– A questão mais grave foi justamente a do antigo sócio. Não sei realmente o que teria acontecido ao Vasco se caísse na massa falida de uma empresa que abriu falência – disse.

Ao falar sobre seu legado na presidência, Pedrinho evitou se colocar acima dos dirigentes que o antecederam. Segundo ele, todos os presidentes do Vasco tiveram erros e acertos e contribuíram de alguma maneira para a história do clube.

– Não me considero o melhor. Acho que todos os que passaram pelo clube e todos os presidentes, com os seus erros e acertos, tiveram méritos. Eu só vim aqui para fazer o melhor pelo clube. Essa foi a minha intenção. Sei que errei, como toda a gente erra. Mas quis mostrar muita transparência e muita legitimidade no processo. Mesmo quando eu errava por algum motivo administrativo, as pessoas sabiam que eu tinha boas intenções para com a instituição – declarou.

Trabalho conjunto com o novo investidor

Após o resultado do leilão, o dirigente evitou fazer promessas relacionadas a títulos e preferiu destacar os objetivos financeiros e institucionais. Segundo ele, a prioridade será recuperar a saúde financeira do clube, aumentar a capacidade de geração de receitas e reduzir o endividamento.

– Não vou falar de títulos porque, como já disse, o futebol é uma caixinha de surpresas. Em termos de reestruturação, acho que o Vasco vai ser uma potência na América do Sul, em questões estruturais e financeiras Estamos a falar de uma reestruturação. Não estou a falar de equipe, estou a falar de promessas resolutivas, de uma reestruturação institucional e financeira, de credibilidade, de pagar o que se deve, de fechar as contas no verde – explicou.

Ao final da declaração, Pedrinho voltou a falar sobre o significado do momento para sua trajetória no Vasco. Emocionado, afirmou que o resultado representa um marco depois de meses de incertezas, desgaste e resistência.

– Obviamente fico muito emocionado, porque este dia é apenas um dia, mas todas as noites de resistência, de lutas, de resiliência, resumem-se num dia. Eu não sabia se o que estávamos a fazer era o certo, mas sabia que era o caminho que tinha de seguir. Muitas vezes cansado, muitas vezes sem forças para me levantar, mas levantava-me e seguia. E graças a Deus, é lógico que temos de respeitar todos os processos que vão decorrer na associação, e vamos respeitar todos os poderes, mas agimos sempre para fazer um Vasco a cem por cento, para que tudo isto se concretize.

 

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