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Triste com a perda de Pelé, o Dr. Nicolau Libório define as entrevistas com o Rei do Futebol em Manaus: “Foi o meu gol de placa”

Na época, o jovem repórter conversou com o maior jogador de todos os tempos quando veio jogar pelo Santos e a Seleção Brasileira.

Foto: Arquivo pessoal / Nicolau Libório

O cidadão Edson Arantes do Nascimento vai deixar saudade, mas Pelé ficará eterno na memória do futebol mundial. Nos campos em que passou por todo o planeta, o Rei do Futebol mostrou seu talento e magia com a bola nos pés. Em Manaus, no final da década de 1960 e início de 1970, por cinco vezes, o Rei esteve em solo amazonense. Cronista esportivo na época, o repórter Nicolau Libório, 74 anos, foi um privilegiado de ter entrevistado o Atleta do Século em duas oportunidades.

Bacharel em direito, e atualmente, procurador de justiça, o Dr. Nicolau Libório guarda boas lembranças quando ficou frente a frente com o maior jogador de todos os tempos. Segundo ele, foi um momento único em sua carreira na imprensa esportiva, marcado pela simplicidade mostrada por Pelé.

– Pelé me surpreendeu de forma positiva, agiu com muita simplicidade, com gentileza, de forma extremamente educada. Dava impressão, inclusive, que ele já me conhecia há muito tempo. Percebi nas duas entrevistas que estava diante de um ser humano da melhor qualidade, que mostrava um comportamento nobre e despertou em mim um profundo respeito e uma grande admiração por ele – comentou ao SPORTS MANAUS, mas ainda destacou.

– Descobri que Pelé era 10, dentro e fora de campo. O número de sua camisa era a nota que ele sempre mereceu. Pelé era substantivo e adjetivo. Pelé é sinônimo de qualidade do que há de melhor. Confesso, que entrevistar Pelé foi o meu gol de placa, uma emoção indescritível e jamais esquecerei. Foi um momento marcante na minha carreira como cronista esportivo. Como digo sempre ‘quem trabalha, Deus ajuda’ – disse emocionado.

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Ousado e corajoso, Nicolau Libório, apesar da emoção de ficar diante do Rei do Futebol, não poderia perder a chance de entrevistá-lo da melhor maneira possível, pois sabia que seria uma chance única em sua carreira.

– Eu tive duas oportunidades de entrevistar o Pelé. A primeira foi quando o Santos veio a Manaus para realizar dois jogos amistosos em agosto de 1968. A delegação saiu de Belém para Manaus, e os jogadores saíram pela porta dianteira. Percebi que havia um ônibus, que estava na pista do aeroporto de Ponta Pelada. Tive a oportunidade de ficar frente a frente com o Rei do Futebol. Naquele momento, eu vivi fortes emoções, porque afinal de contas estar diante de Pelé é uma vitória para qualquer repórter, principalmente naquela época, em que eu dava os primeiros passos na carreira – concluiu o Dr. Nicolau, mas ainda citou.

– A segunda entrevista foi em 1970, onde estava hospedada a Seleção Brasileira, que veio para a pré-inauguração do Estádio Vivaldo Lima. Pelé foi muito gentil, atencioso, respondeu a todas as perguntas e a entrevista durou quase 10 minutos. Eu saí como grande vitorioso nessa história, porque era muito difícil naquele momento, sobretudo, entrevistar Pelé. Por isso, me senti o grande vitorioso, embora a Seleção Brasileira B tivesse vencido a nossa seleção na partida preliminar por 4 a 1 a na principal, com a Seleção A também por 4 a 1, sinceramente para mim foi a glória, porque entrevistar Pelé, não era pouca coisa – comemorou Libório.